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Privacidade e Segurança na Web: Conheça a Lei Geral de Proteção de Dados e o que muda na prática

Em 2020, a LGPD entrará em vigor. Entenda aqui o que mudará na internet e a importância da proteção de dados.

Você provavelmente participa de alguma rede social. Nela, você compartilha informações, curte páginas e discute suas opiniões. Já parou para pensar em como isso é vantajoso para muitas empresas?

Segundo o The Economist, o recurso mais valioso já não é mais o petróleo, mas nossos dados pessoais

Foi por esse motivo que a empresa Cambridge Analytica, em 2016, coletou dados de mais de 87 milhões de usuários nas redes. Com toda a informação, a empresa foi capaz de gerar enorme influência política, financeira e social.
Desde então, vários países discutem maneiras de proteger dados pessoais na web. No Brasil, foi desenvolvida a Lei Geral de Proteção de Dados.

Aprovada em agosto de 2018, as medidas entrarão em vigor agosto deste ano. Dentre seus fundamentos, estão o respeito à privacidade e à liberdade de expressão.

Mas o que muda para você, usuário? A seguir, entenda como funciona a medida na prática — e o que você pode fazer para garantir privacidade na web.

O que é a LGPD e como ela protegerá seus dados

A principal função da Lei Geral de Proteção de Dados é dar ao usuário autonomia sobre o controle de seus próprios dados.

Para colocar isso em prática, são estabelecidos três tópicos. Confira como funciona cada um deles e como eles irão garantir sua segurança na web:

1. Consentimento:

Para que qualquer dado seja processado, a LGPD exige a aprovação do usuário. E isso vai além do clássico “Li e Aceito os Termos de Serviço.”

Agora, é fundamental que as condições estejam claras e acessíveis. Sem letras pequenas, sem grandes contratos. Isso garante que você saiba para que aquela empresa quer seus dados.

Além disso, você tem o direito de solicitar que suas informações sejam deletadas a qualquer momento. E essas ações valem, inclusive, para as redes sociais.

Porém, existem algumas exceções. Existem situações onde dados podem ser tratados sem consentimento. Confira alguns exemplos:

  • Cumprir uma obrigação legal
  • Executar política pública (prevista em lei)
  • Realizar estudos via órgãos de pesquisa
  • Preservar a vida ou integridade física de uma pessoa
  • Prevenir fraudes
  • Proteger o crédito

2. Autoridade Nacional de Proteção de Dados:

Para garantir o cumprimento das medidas, será criado um setor de monitoramento. Caberá à Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) fiscalizar as empresas que tratam dados pessoais. Para empresas que descumprirem de algum modo a LGPD, a multa irá variar de 50 milhões até 2% do faturamento da empresa. Basicamente, é a ANPD que garantirá a sua segurança na web. Portanto, este é o órgão para realizar denúncias caso você acredite que seus dados estão em risco.

3. Responsabilidades das organizações:

Para a lei ser efetiva, não basta apenas o entendimento do usuário. É preciso que os dados sejam tratados com responsabilidade e segurança. Para isso, empresas que coletam esse tipo de informação passarão contar com uma equipe encarregada. Os agentes de tratamento de dados são divididos em três funções:

  • Controlador: é quem toma as decisões sobre o tratamento dos seus dados;
  • Operador: é o responsável por todas as ações práticas relacionadas às suas informações;
  • Encarregado: é quem interage com os usuários e órgãos públicos. Este é o profissional responsável por deixar claro o que está acontecendo com os seus dados.

As empresas também serão responsáveis por manter a segurança, realizar auditorias e denunciar incidentes.

Como você viu, a Lei Geral de Proteção de Dados estabelece protocolos para empresas usarem os seus dados. Porém, é importante destacar que a superexposição por parte do usuário não é abrigada pelas medidas.

Ou seja: se seus dados são públicos, eles estão ao alcance de qualquer um — com ou sem sua permissão.

Portanto, saiba o que fazer para garantir sua segurança na web:[/vc_column_text][vc_column_text]

O que você pode fazer para proteger seus dados

  • Tenha um antivírus
  • Nunca repita suas senhas
  • Crie senhas seguras. Saiba como neste post .
  • Não ignore as atualizações do software
  • Tenha cuidado extra na hora de realizar compras

Hoje em dia, nossas ações na web valem mais do que imaginamos.

Com a coleta de dados, empresas geram publicidade, pesquisam e melhoram seus produtos. Para campanhas políticas, saber o que apoiamos ou não é impagável. Além disso, corremos o risco de perder informações para hackers e usuários maliciosos.

Em vista disso, precisamos entender os perigos que corremos quando estamos na web. A proteção de dados é um direito, que garante a defesa da nossa própria identidade.

Para saber mais sobre como proteger suas informações, confira nosso post: “6 hábitos para ficar em segurança na internet.”

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