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Setembro Amarelo e a importância de cuidar da saúde mental

O Setembro Amarelo reforça que problemas como ansiedade e depressão devem ser tratados com a mesma seriedade e respeito do que qualquer outro problema de saúde.


O Setembro Amarelo é uma iniciativa da Associação Brasileira de Psiquiatria, em parceria com o Conselho Federal de Medicina. Desde 2014, ambos reuniram esforços na prevenção ao suicídio e conscientização da população com relação aos transtornos mentais. Essa necessidade surgiu, especialmente a partir de números alarmantes, como o fato de que 96,8% dos casos de suicídio estão diretamente relacionados com transtornos mentais. Ou seja, apesar do dia 10 de setembro ser considerado o Dia da Prevenção ao Suicídio, a campanha ocorre durante todo o ano com o objetivo de reduzir esses números e trazer maiores informações para a sociedade.

De acordo com a Organização Mundial de Saúde, aproximadamente 300 milhões de pessoas tem depressão, 60 milhões sofre com transtorno bipolar e 21 milhões foram diagnosticados com psicose. Além disso, de acordo com um estudo da Universidade da Califórnia, metade da população em algum momento da vida vai passar por um transtorno psicológico. Ou seja, mesmo que você não sofra diretamente com nenhuma doença mental, é provável que alguma pessoa próxima de você sofra. E o pior de tudo é que o preconceito, juntamente com informações equivocadas, pode acabar dificultando o tratamento, fazendo com que a pessoa se sinta incompreendida e isolada.

Quais são os principais sinais de transtornos mentais?

O surgimento dos primeiros sintomas geralmente ocorre próximo dos 24 anos, sendo que uma em cada cinco pessoas com essa idade passa por algum tipo de transtorno mental. Dentre os principais sintomas que merecem atenção, as mudanças de comportamento são as mais evidentes. É possível notar, por exemplo, um aumento no uso de substâncias como álcool e outras drogas. Afinal, é comum que a pessoa que esteja sofrendo com esses males faça um uso abusivo para camuflar alguns sintomas. Alterações no sono, alimentação e humor também são comuns. Por isso, se você notar que alguém próximo a você está dormindo por muitas horas seguidas, fica muito tempo acordado, come em excesso, evita se alimentar ou tem mudanças repentinas de humor, esses podem ser sinais de alerta.

Tipos de transtornos mentais

Além dos transtornos mentais mais conhecidos, como depressão e ansiedade, o Setembro Amarelo também conscientiza a população sobre outro males. Dentre os principais, estão o transtorno bipolar, o distúrbio do pânico, a esquizofrenia, o TOC (Transtorno Obsessivo Compulsivo) e o transtorno de déficit de atenção.

  • Depressão: doença que tem como principais sintomas a tristeza profunda, baixa auto-estima e o desânimo para realizar qualquer tipo de tarefa.
  • Ansiedade: termo que reúne diferentes distúrbios que provocam preocupação, nervosismo e medo.
  • Transtorno Bipolar: distúrbio que faz com que a pessoa alterne entre momentos de euforia e depressão.
  • Distúrbio do Pânico: transtorno que causa ataques repentinos de medo, pânico e desespero.
  • Esquizofrenia: distúrbio mental que afeta o discernimento do que é real. Ou seja, o indivíduo confunde o mundo real com alucinações.
  • TOC: transtorno cujos principais sintomas são pensamentos e ideias obsessivas e compulsivas.
  • Transtorno de Déficit de Atenção: doença que causa falta de concentração, impulsividade e excesso de energia.

Como ajudar?

Primeiramente, é importante ressaltar que um transtorno é diferente do outro e que cada um deles precisa de abordagens distintas. Justamente por essa razão, o primeiro passo é que o paciente consiga auxílio médico. Sendo assim, você pode começar incentivando a pessoa a buscar essa ajuda. Afinal, os transtornos mentais devem ser levados à sério, para que seja possível passar o tratamento apropriado. Nesses casos, os profissionais mais indicados são psicólogos e psiquiatras.

Evite a hiperproteção

O apoio familiar, juntamente com a ajuda médica, são os dois principais pilares para que um paciente consiga se recuperar de um transtorno mental. Porém, em alguns casos o cuidado é tão grande, que a família acaba hiperprotegendo a pessoa, o que impede que ela consiga desenvolver sua autonomia. Sendo assim, uma das melhores formas de oferecer apoio é perguntar o que a pessoa precisa, para que ela saiba que é independente.

Ouça

Os transtornos mentais podem acabar fazendo com que a pessoa evite falar sobre o problema. Por isso, procure sempre ser compreensivo, mas sem demonstrar pena. A pessoa provavelmente estará assustada, por não compreender ao certo o que está acontecendo com ela. Incentive ela a falar sobre seus sentimentos, pensamentos e situações que fazem com que ela se sinta mal.

Cuidado com o que diz

Lembre-se que durante uma conversa com uma pessoa que está enfrentando transtornos mentais, não importa saber quem tem razão. O importante é criar um vínculo de confiança, para que essa pessoa saiba que pode contar com você. Porém, procure fazer isso sem pressioná-la. Também evite algumas frases como “isso é passageiro”, “são coisas da sua cabeça”, “não tem motivos para você ficar assim”, “eu também já me senti dessa forma”, entre outras. Frases como essas podem reforçar sentimentos negativos, fazendo com que a pessoa se sinta ainda pior e até mesmo se culpe pelo que está passando.

O Setembro Amarelo é uma excelente oportunidade para que todos possamos conhecer melhor essas doenças e oferecer apoio para quem está passando por elas. Se você também quer ajudar nessa campanha, compartilhe esse conteúdo com seus amigos e familiares.💛

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